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pedrovinagreiro
22 de out. de 2021
In Conversas
Que habitação queremos? Como evoluiu a habitação ao longo da história? Que alterações são precisas para se adaptar ao COVID? As condições de salubridade dos povos sempre foram um fator influenciador da arquitetura em cada época. Quando a água não abundava, não era canalizada, aquecida, filtrada por uma simples torneira, a higiene diária pessoal ou alimentar ficava comprometida e com o passar dos dias, meses, ou até anos aumentava a possibilidade de surgirem doenças sanitárias e infeções graves nas populações, antigamente as pestes, tosse convulsa, lepra, tuberculose, poliomielite, difteria, escarlatina, entre outras. Uma das formas encontradas para controlo e distribuição de água foi criar aquedutos que através da sua pendente, permitia que a água fluísse e chegasse aos centros populacionais com qualidade. Solucionado o fornecimento, era urgente manter as habitações limpas e a melhor forma de se conseguir era prevenir. Lá diz o ditado “mais vale prevenir que remediar”. Como se prevenia? Através de configurações espaciais que permitissem manter a sujidade porta fora. A elevação das casas foi uma das formas encontradas para fazer o ar circular, afastar o interior de possíveis cheias e elevar de qualquer detrito. Colocar um degrau na entrada das portas exteriores foi outra das formas de prevenir invasões de pequenos rastejantes, o hall de entrada servia como primeira fase de limpeza, que inicialmente só os mais abastados tinham a capacidade de ter por ser mais área de construção, nem sempre fácil de obter, e consequentemente mais dispendioso. A arquitectura evoluiu e adaptou-se a todas as necessidades que surgiram ao longo dos tempos, hoje a cozinha não é tão grande e fechada como antigamente, porque atualmente não se passa tanto tempo nas habitações, não há tempo!!! Temos sentido ao longo destes anos, por parte dos nossos clientes, uma vontade diferente. Já não ambicionam ter um hall como antigamente, mas também não tencionam uma cozinha pequena ou completamente encerrada do resto da casa, optam por uma solução mista que enquadre a vontade de se estar a cozinhar com companhia e ao mesmo tempo que tenha a capacidade de se fechar quer visualmente, quer de odores indesejados. A garagem já não é o parente pobre da habitação, já se pede mais cuidado no desenho destes espaços, até porque diariamente é a “entrada principal” da habitação. Todos os espaços de uma habitação evoluíram mas com o surgimento de um novo vírus “Sars-Cov-2”, ou por falta de cuidado ou por falta de higiene, o que é certo é que apareceu e apareceu em força e, as nossas casas, indústria, comércio, hotelaria, religião, cultura, etc, não estavam minimamente preparados para as necessidades de controlo pandémico que foi preciso implementar a nível mundial. Mais uma vez na história, será imperioso repensar a arquitectura de todos estes espaços, prepará-los para o futuro. Como se percebeu com a pandemia de COVID-19, a nossa habitação já não é só um espaço de fim de tarde, noite e fins-de-semana, é algo mais, agora é um espaço de lazer, de teletrabalho, de escola online, formações online, ginásio, de descanso, de alimentação, de higiene, de estacionamento, de conivência diária e intensa entre adultos e crianças, pais e filhos, etc. Uma variedade enorme de funções. A Vyasa enquanto Atelier de arquitectura, já prepara a Habitação 2.0 (pós-Covid) do século 21, de uma maior qualidade, salubridade, conforto, funcionalidade, sustentabilidade e com uma menor pegada ecológica.
HABITAÇÃO PÓS-COVID content media
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pedrovinagreiro
05 de jul. de 2021
In Conversas
Portugal é neste momento um emaranhado de linhas de Alta Tensão, sem cuidado nos traçados definidos. As populações já estão sensibilizadas para o problema mas tem sido difícil conseguir que os responsáveis decidam pelo desvio das linhas nas cidades. Não é apenas uma questão de estética mas de saúde pública. Linhas de Alta Tensão que estão a escassos metros das habitações provocam a medio prazo doenças graves. Aliás, o primeiro grande debate sobre o assunto teve lugar nos EUA, precisamente num mediático processo judicial relacionando a maior incidência de leucemia em crianças com as linhas de Alta Tensão. O problema das linhas de alta e de muito alta tensão no nosso país está na Lei que define e regula os aspetos de segurança a respeitar. A distância mínima dos cabos para as casas é de uma escassa meia dúzia de metros. Daí os frequentes relatos noticiosos, registados um pouco por todo o país, de cabos de milhares de volts a passar por cima de zonas residenciais, expondo a população ao ruído e ao eletromagnetismo permanente, causando ainda um negativo impacto paisagístico, ambiental e económico. A proximidade mínima que a Lei define é comprovadamente prejudicial à saúde. Não só no conceito de saúde como ausência de enfermidade, mas na sua conceção enquanto bem-estar social, como define a OMS (Organização Mundial de Saúde). Ninguém pode estar satisfeito com um poste de 50 metros implantado a 6 metros da sua casa. Ninguém poderá ter o necessário repouso, o descanso, a tranquilidade, com o ruído que provoca uma linha de alta voltagem mesmo por cima do telhado. QUE PLANEAMENTO? Que planeamento urbano foi e será pensado para dar qualidade de vida aos seus habitantes? Para quando uma rede de Alta Tensão subterrânea, pelo menos nas cidades? Vale a pena expor as populações a estas permanentes radiações, à desvalorização de terrenos, à falta de estética? O que pode ou poderia o poder político local de facto fazer seria, agir no sentido de demonstrar ao poder político e legislativo, que a Lei precisa ser alterada. Há muitas formas de o fazer, até porque algumas foram já feitas, com resultados positivos concretos, muitas iniciativas cívicas, muitas ações de protesto e de reivindicação levantadas por grupos de cidadão e autarquias, que lutaram bravamente contra este verdadeiro malefício público. Fica aqui mais uma vez o alerta. A todos os que cruzam com estas linhas tentem passar o mínimo tempo possível.
URGENTE O PLANEAMENTO URBANO PARA A ALTA TENSÃO content media
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pedrovinagreiro

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